MG Transplantes realiza captação de órgãos de doadora na Santa Casa de Patrocínio

Uma equipe da MG Transplantes, responsável pela coordenação da doação, captação e distribuição de órgãos e tecidos em Minas Gerais, esteve na Santa Casa de Patrocínio neste domingo para realizar a captação de órgãos de uma jovem que teve a doação autorizada pela família.

O procedimento ocorreu após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica e a realização de todas as avaliações previstas para verificar a possibilidade de doação. A quantidade de órgãos captados não foi divulgada.

Os órgãos considerados aptos para transplante são destinados a pacientes que aguardam na lista do Sistema Nacional de Transplantes. A definição dos receptores segue critérios técnicos, como compatibilidade, urgência, tempo de espera, tipo sanguíneo, características antropométricas e gravidade do quadro clínico.

O médico plantonista da UTI da Santa Casa, Paulo Eduardo Gonçalves, acompanhou o procedimento e destacou a importância da decisão da família. Segundo ele, a captação segue protocolos rigorosos para garantir a segurança do processo e dos possíveis receptores.

Antes da retirada, são realizados exames e avaliações clínicas para verificar as condições dos órgãos e identificar possíveis riscos de transmissão de doenças ou infecções. Somente após a confirmação da morte encefálica e a autorização familiar o procedimento pode ser realizado.

A captação ocorre em centro cirúrgico, por equipes especializadas e autorizadas. Depois da retirada dos órgãos, o corpo do doador é devidamente recomposto e liberado para os familiares, sem impedir a realização do velório.

A Central Estadual de Transplantes também é responsável por organizar a logística de captação e distribuição. Quando existem vários pacientes compatíveis, a escolha considera os critérios estabelecidos pelo sistema nacional, buscando garantir transparência e igualdade no processo.

A doação de órgãos pode beneficiar diferentes pacientes, já que diversos órgãos e tecidos podem ser aproveitados quando apresentam condições adequadas para transplante.

O caso em Patrocínio também reforça a importância da conversa entre familiares sobre a intenção de ser doador. No Brasil, a retirada de órgãos e tecidos após a morte depende da autorização da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de doar.

A decisão da família, portanto, pode representar uma oportunidade de vida para pacientes que aguardam por um transplante.

FONTE DE INFORMAÇÕES: Patrocínio Online.

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Terça-feira, Setembro 29, 2026 07:35