Petróleo despenca mais de 10% com reabertura do Estreito de Ormuz

Os preços do petróleo registraram forte queda nesta sexta-feira (17), recuando mais de 10% após o anúncio da reabertura total do Estreito de Ormuz pelo Irã. A medida ocorre enquanto vigora um cessar-fogo temporário na região, reduzindo as tensões que vinham pressionando o mercado global de energia.

Por volta das 13h, o barril do tipo Brent — referência internacional — caía 10,27%, sendo negociado a US$ 89,18. Mais cedo, chegou a atingir US$ 86,41, o menor nível em mais de um mês. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, apresentava queda ainda mais acentuada, de 12,16%, cotado a US$ 83,18.

Segundo o governo iraniano, a circulação de navios comerciais está liberada durante o período restante da trégua, que deve durar até a próxima quarta-feira (22). A decisão foi anunciada pelo ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, como parte dos compromissos firmados no contexto do cessar-fogo.

A reabertura do estreito é considerada um passo importante para a estabilização do mercado, já que a região é responsável pela passagem de mais de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Qualquer interrupção nesse fluxo costuma gerar impactos imediatos nos preços da commodity.

O movimento também está diretamente ligado ao acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano, mediado pelos Estados Unidos, que tenta reduzir as tensões no Oriente Médio. Apesar do alívio momentâneo, analistas apontam que o cenário ainda é incerto e depende da manutenção do acordo entre as partes envolvidas.

Nos últimos dias, o risco de bloqueio na região havia elevado os preços do petróleo, diante do temor de interrupções no abastecimento global. A retomada da circulação de petroleiros pelo estreito sinaliza uma possível normalização, ainda que parcial.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é considerado uma das rotas mais estratégicas do mundo. Países como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos dependem da passagem para exportar petróleo, tornando a região um ponto sensível para a economia global.

 
 

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Segunda-feira, Maio 11, 2026 17:58