



A Universidade Federal de Mato Grosso determinou o afastamento preventivo de um estudante do curso de Direito suspeito de envolvimento na criação e divulgação de uma lista com conteúdo misógino que classificava colegas de curso de forma ofensiva. A medida foi adotada nesta quarta-feira (6), em Cuiabá.
A decisão foi assinada pelo diretor da Faculdade de Direito, Carlos Eduardo Silva e Souza, após o vazamento de mensagens trocadas entre o estudante e colegas, que rapidamente se espalharam dentro do campus e provocaram forte repercussão entre os universitários.
Em nota oficial, a universidade informou que instaurou procedimento interno para apurar os fatos e identificar todos os possíveis envolvidos no caso. Até o momento, a instituição não divulgou quantos estudantes estão sendo investigados.
Segundo a UFMT, o conteúdo analisado envolve manifestações consideradas graves, incluindo material de teor misógino e mensagens com ameaças de violência sexual, o que levou à adoção imediata da medida preventiva.
A universidade destacou que o afastamento não depende da conclusão do processo disciplinar e tem como objetivo preservar o ambiente acadêmico e garantir proteção às possíveis vítimas, que seguem frequentando o campus.
Além da suspensão preventiva do estudante, a direção também determinou a implementação de medidas de apoio e proteção às alunas potencialmente afetadas, incluindo acompanhamento institucional.
O caso foi encaminhado à Comissão de Processo Disciplinar Estudantil, que ficará responsável pela condução da investigação. Durante o processo, poderão ser anexadas novas provas, documentos digitais e depoimentos de testemunhas.
Conforme as normas internas da universidade, a conduta investigada pode resultar até na expulsão do estudante, mas qualquer desligamento definitivo só poderá ocorrer após a conclusão do processo disciplinar.
O caso ganhou grande repercussão nos últimos dias e gerou protestos de estudantes do próprio curso de Direito na última segunda-feira (4). Integrantes do centro acadêmico afirmam que as mensagens circularam por meio de um aplicativo de troca de mensagens e continham referências explícitas sobre intenção de cometer violência sexual contra colegas.
Após a divulgação do conteúdo, estudantes espalharam cartazes pelo campus cobrando providências e posicionamento firme da universidade.
Até o momento, o caso ainda não foi formalmente registrado junto à Polícia Civil de Mato Grosso.
A universidade reforçou que repudia qualquer forma de violência, misoginia e violação de direitos humanos dentro do ambiente acadêmico.
Imagem retirada de: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2026/05/06/ufmt-afasta-aluno-do-curso-de-direito-investigado-por-lista-que-classificava-colegas-como-estupraveis.ghtml



