



As fortes chuvas que atingem o estado de Pernambuco provocaram um cenário de destruição, mortes e desabrigados em diversas cidades, principalmente na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata. Até o momento, quatro mortes foram confirmadas, cinco pessoas ficaram feridas e mais de mil moradores precisaram deixar suas casas.
Uma das situações mais graves foi registrada no bairro Passarinho, em Olinda, onde cinco casas foram destruídas após um deslizamento de terra. Entre as vítimas estão uma jovem de 20 anos e seu filho de apenas seis meses, que morreram soterrados.
As chuvas ocorreram de forma intensa ao longo do dia, alternando entre fortes pancadas e breves pausas, o que dificultou os trabalhos de resgate realizados pelo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e moradores da região. O solo encharcado aumentou o risco de novos deslizamentos, exigindo atenção redobrada das equipes.
Nas áreas atingidas, os bombeiros realizaram o resgate de pelo menos 55 pessoas e quatro animais que estavam isolados em comunidades ribeirinhas.
Na capital pernambucana, o volume de chuva chegou a 175 milímetros, provocando alagamentos em diversos pontos da cidade. A prefeitura informou que ativou dez abrigos temporários, que já acolhem dezenas de famílias que perderam suas casas ou precisaram sair às pressas.
Em Goiana, na Mata Norte, o acumulado ultrapassou 200 milímetros em apenas 24 horas, volume equivalente ao esperado para quase todo o mês de maio. O excesso de água causou o desabamento parcial do muro de uma escola em construção e obrigou cerca de 300 pessoas a buscarem abrigo em estruturas municipais.
Já em Timbaúba, a prefeitura decretou situação de emergência após estradas e pontes serem danificadas. Segundo a administração municipal, 11 famílias ficaram desabrigadas e outras 52 foram desalojadas.
O governo federal anunciou apoio emergencial às cidades afetadas, enviando equipes da Defesa Civil Nacional para reforçar os atendimentos e auxiliar nas ações de resposta à tragédia.
Atualmente, 23 abrigos estão em funcionamento em Pernambuco, acolhendo cerca de 900 pessoas. A Defesa Civil segue em alerta máximo, já que a previsão indica continuidade das chuvas e risco de novos deslizamentos e alagamentos.
Imagem retirada de: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/05/01/alagamentos-e-deslizamentos-de-terra-deixam-mortos-e-desaparecidos-em-pernambuco.ghtml



